A mitologia de Gate to Heavens
Para entender este jogo, esqueça por um momento que ele é um MMORPG.
Pense nele como um romance construído sobre Fengshen Yanyi (封神演義), a Investidura dos Deuses — uma das grandes obras da literatura clássica chinesa. Nela, deuses, imortais, humanos e espíritos disputam a reorganização do universo depois de uma grande guerra. Os mortos são elevados à divindade, e uma nova hierarquia celestial é estabelecida.
A JYSTech pegou essa estrutura e fez uma pergunta:
Como seria isso daqui a milhares de anos?
Assim nasceu Gate to Heavens.
O mundo antes do jogo
Tudo indica que os criadores imaginaram uma cronologia mais ou menos assim.
A Primeira Era
Existe apenas o Céu. Os seres superiores governam. Não há corrupção, e não há guerra. O equilíbrio é perfeito.
A Segunda Era
Algo rompe esse equilíbrio. Selos antigos começam a falhar, e forças espirituais escapam. Alguns imortais querem preservar a ordem. Outros querem poder.
É exatamente o tipo de conflito que se encontra em Fengshen Yanyi: não simplesmente o bem contra o mal, mas uma disputa sobre quem detém a legitimidade para governar a nova ordem.
A Terceira Era
Os céus são reorganizados. Novas dimensões surgem, e muitos mundos são criados. A humanidade passa a existir dentro desse novo sistema.
É aqui que o jogador nasce.
A frase que todo jogador já leu
Toda tela de carregamento desde 2003 trouxe as mesmas palavras, e agora elas têm onde se encaixar:
Long time passed away from the human ages. Goddess ‘Zuru’ created the PION in the heavens. For the little gods, peace & glory.
Os Little Gods não são uma metáfora. Na tradição em que este mundo se inspira, os mortais que provam seu valor são elevados à ordem celestial. Essa é a promessa que o título faz: o portão dos céus é algo em direção ao qual você caminha.